Na partida de ontem o Santos deixou inquieto por muitas vezes o torcedor presente no estádio e também o que acompanhava pela tv quando rodava a bola de um lado ao outro no meio de campo, mas pensando friamente pós jogo consigo imaginar o que talvez foi a proposta do Jesualdo, consolidar ainda mais o que até agora estava difícil de concretizar. Na estréia contra o Bragantino o Santos se mostrou muito afobado, aparentava querer chegar no gol adversário a qualquer custo, esteve perto de ganhar e ao mesmo tempo de ser goleado, me parecia que iria cansar no segundo tempo de tanto que correu, inclusive isso foi destacado pelo Jesualdo após a o jogo. Já na partida de ontem o Santos quando já ganhava por 2 a 0, tocava a bola no meio de campo na iminente intenção de não querer entregar a bola fácil ao adversário, que não conseguiu pressionar o Santos muito por conta da postura da equipe da Vila Belmiro. E isso já era esperado com o novo técnico, que preza pelo equilíbrio do time, claro que o Botafogo não foi um time que dificultou a vida do adversário. A zaga santista quando esteve bem posicionada não correu riscos, apenas em alguns momentos em que a equipe entregou a bola ao adversário no meio de campo, mas os zagueiros e meias souberam se recompor. O time nesta partida específica não correu riscos como aconteceu no ano passado e em outros anos, muitas vezes com a partida ganha, mas a torcida espera mais, espera que a equipe não corra riscos e ainda sufoque a equipe adversária, e só o tempo dirá se isto será possível.
Autor: RaphaelAvelar
Santos x Fluminense – Campeonato Brasileiro 2019
Uma partida de incertezas, isso descreve a partida do Santos, vendo a escalação a torcida se empolga pela formação ofensiva e no desenrolar do primeiro tempo a inquietação ao ver o time ser facilmente agredido, mas o ímpeto do Fluminense não durou muito, logo o Santos conseguiu administrar a partida, mesmo que muitas vezes sem a posse da bola mas agredindo a linha defensiva do adversário. Destaque para a pressão nos tiros de meta do Fluminense, não me recordo de nenhum cobrado curto, sempre o Rodolfo chutando para o meio do campo, algo que o torcedor sempre espera do time e estranha quando não é feito, mesmo que por motivo estratégico. Torcedor sempre espera isso, que os atacantes pressionem a zaga adversária e os meias preencham o espaço atrás para diminuir as possibilidades de passes, forçando o erro, o que aconteceu algumas vezes mesmo com o Fluminense conseguindo sair de trás com maestria (grande partida do Bruno Silva).
Sampaoli em sua entrevista disse que vai mesclar muito o time, por conta da intensidade que ele cobra e espera de seus atletas, algo que me agrada pela motivação que cria no elenco.
O Santos começou o jogo com 3 zagueiros, Veríssimo atuando mais livre para subir, vejo o Aguilar e Gustavo Henrique com mais técnica para fazer essa função, mas gosto de ver a variação tática do time, claro que com a entrada do Victor Ferraz o lado direito teve mais destaque pelas trocas de passes com Rodrygo e Sanches. Só acho que quando isso ocorre os jogadores do lado contrário devem se aproximar mais da faixa central, para não ficarem escondidos no jogo, como aconteceu com o Soteldo no segundo tempo, o time parece estar com um a menos as vezes. Jorge teve boa atuação mas a torcida ainda espera mais dele, obviamente. Jean Lucas mostra a cada partida que é o jogador que precisa jogar mais próximo a área, por sua capacidade de finalização e dinâmica com a bola no pé. Jean Mota não fez grande partida, se movimentou pouco, declarou recentemente que não está 100% fisicamente, provavelmente está interferindo em sua dinâmica de jogo. Se há um rodízio que a torcida e a imprensa não entende é no gol, este era um jogo para o Everson, pela necessidade de ter a bola e de não se desfazer dela com facilidade, pois houve diversas vezes em que o Vanderlei precisou trabalhar com os pés e não há como negar, o Everson tem controle e domínio da bola de forma natural, algo que ainda falta ao Vanderlei.
Agora que partida fez o Rodrygo, de entrega, ousadia, isso que a torcida espera dele, independente do lado que ele jogue, isso é detalhe quando se está motivado e jogador de futebol se estiver disposto pode se movimentar como ele fez e o técnico não cobrará que guarde posição desde que onde esteja ajude a recompor.
Sobre o gol que o Santos levou, erro coletivo, uma coisa desencadeia outra, Ferraz da muita liberdade para o cruzamento, Veríssimo mal posicionado não marca ninguém no lance, Gustavo Henrique consequentemente fica indeciso se marca o jogador a sua frente ou a suas costas e Vanderlei exita em sair do gol, está série de fatores certamente será assunto no pós jogo do Sampaoli.
Santos no mais fez uma partida boa, tomou alguns sustos mas isso só enaltece o bom futebol que vem jogando o fluminense.
Vasco x Santos
Apesar da partida mediana, o Santos se classificou e muitos vão dizer que o time entrou com a proposta de se defender e administrar a vantagem, diferente do que foi proposto pelo Sampaoli anteriormente, mas o que realmente aconteceu é que o Vasco entrou com a proposta de atacar, e o Santos pressionado, errou mais passes do que costuma errar.
Além da questão futebolística, a classificação é importante financeiramente, pois o Santos com a folha salarial alta este ano e pendências por aquisições de atletas não pode deixar um bônus como esse da Copa do Brasil escapar, cada centavo é importante. Não sei se tem algo no estatuto do clube que impeça a diretoria de baratear os ingressos de tal forma que tenha sempre um bom público e custeie as despesas da partida e ainda lucre, óbvio, acho que isso deveria ser feito, já que que a maioria dos jogos na vila são prejuízo. Fazendo um cálculo simples, imaginando que no jogo contra a Ferroviária teve um público de 8.616 mil espectadores e renda de R$ 252.135, se fosse por exemplo o ingresso preço único R$ 20,00 para 13 mil pessoas teria renda de 260 mil reais, claro que sem considerar os estudantes, isto é apenas um demostrativo de como poderia ser administrado, mas não acredito que as coisas sejam tão simples assim, mas algo do tipo deveria ser pensado.
No mais o Santos fez o que precisava para se classificar, apesar de dar muitos espaços ao Vasco, pois uma defesa consistente deve se evidenciar em jogos como o de ontem, em que o time adversário precisa do gol a qualquer custo.
O que sinto falta é da mobilidade dos jogadores que em outras partidas foi decisivo para abrir espaço no meio e zaga adversária. Também chamou atenção não só minha mas de toda a torcida a decisão errada nos passes nos gols sofridos, nos dois lances a melhor opção era voltar a bola para o Everson, no segundo lance que gerou o escanteio onde acontece o gol, a opção do passe para o goleiro era ainda mais óbvia, pois o Alisson arriscou um passe sem ver, decisão errada, perdendo o jogo por 1 a 0, é a hora de rodar a bola, fazer o time adversário correr atrás da bola.
Uma detalhe que chamou a atenção foi a expulsão do Sampaoli, eu estranhei que não tivesse acontecido em jogos anteriores, pois ele sempre é advertido verbalmente pela comissão de arbitragem, mas o lado bom é que reconheceu que foi justa decisão do juiz.
Pelo lado positivo, me chamou a atenção a entrega do Derlis Gonzalez, sempre pressionando os zagueiros na busca pela recuperação da bola, infelizmente neste próximo jogo ele pode perder a posição de titular, penso que ele deveria atuar mais próximo dos meias, com Rodrygo na esquerda, onde se sente mais à vontade e Soteldo na direita, pois o Derlis tem muita qualidade técnica, o time no meio campo não está rendendo tão bem e tem prejudicado o futebol do Paraguaio.
Santos x Vasco da Gama
Mesmo com o time apenas com 2 jogadores atrás (Aguilar e G. Henrique) e os laterais por dentro enquanto tinha a bola, o Everson pouco trabalhou, o que significa que esse sistema de jogo pode dar certo desde que os pontas ajudem acompanhando os laterais nas descidas e que os meio-campistas fiquem atentos para cobrir os laterais em um possível contra-ataque. Claro que diferente do Corinthians, o Vasco não tem pontas tão agudos como o Clayson e Vagner Love, o que não deixou evidente a ausência constante dos laterais nas suas posições originais. Sampaoli move os laterais para o centro do campo pela falta de meio campistas no time, falta mais jogadores como Jean Mota, que carrega a bola e da o passe (apesar que ontem participou pouco da partida), eu ainda acredito que o Pituca é este jogador, que pode participar ainda mais das partidas, centralizado com liberdade para se movimentar com a bola.
Não fosse o problema no joelho, Victor Ferraz teria feito uma grande partida por dentro do campo, como propôs o Sampaoli. A troca de passes entre ele, Rodrygo e Sanches envolvia o time do Vasco e acabava sempre com um dos três indo ao fundo do campo no mano a mano.
Diego pituca pela esquerda ainda demonstra desconforto para atacar por conta do pequeno espaço para trabalhar já que está habituado a ter espaço para se movimentar com a bola para ambos os lados, o que faz com naturalidade, daí acredito, surge o motivo da entrada de Jorge, para que o Soteldo tivesse com quem trabalhasse a bola, o placar já estava 2 x 0, então o que o Jorge arrumasse era lucro. Aguilar tem feito os jogos cada vez mais regulares, jogador intenso, que é exemplo claro que quer o Sampaoli, Derliz e Rodrygo também se entregaram com afinco para sempre recuperar a bola ou forçar os zagueiros as despachar a bola de qualquer jeito para o meio do campo.
Um detalhe no jogo de ontem foi que não percebi em nenhum momento de tiro de meta espaço para o goleiro Gabriel sair jogando com os zagueiros, algo que para mim é primordial, aquela ideia de que é melhor deixar sair jogando para levar mais tempo para chegar ao ataque é ilusão. Zagueiro nunca pode receber a bola com tranquilidade, nesta equipe do Santos que tem dois zagueiros altos e bons na bola aérea, menos ainda. Isso deveria ser regra para todos os tiros de meta e falta próxima da área adversária.
Nos lances de escanteio Santos não teve um bom aproveitamento, a opção de trabalhar com dois jogadores deve ser trabalhada para bagunçar a defesa adversária e depois cruzar para área. Cruzamento na diagonal é muito trabalhoso para o goleiro, mesmo que se torne uma jogada previsível, vai levar mais perigo ao gol adversário.
Eu faria da seguinte forma, deixaria jogadores com melhor aproveitamento de finalização de frente para a área para chute de média distância e os laterais em suas posições de jogo para receber a bola e cruzar, simulando uma cobrança de falta rende a linha lateral do campo. A variação da jogada ocorreria de acordo com a necessidade e movimentação da defesa adversária que sempre usa dois jogadores para marcar escanteio curto, daí a opção do lateral mais atrás, que seria o elemento surpresa.
Nesta partida Derlis se incomodou mais com a dificuldade de receber a bola e procurou mais participar do jogo do que nas últimas partidas, demonstrando claro sua insatisfação em destoar do bom rendimento da equipe.
Soteldo diferente das últimas partidas procurou o corte para dentro o que ocasionou o lance do gol e igual ao lance do gol do Sanches no jogo anterior, ele tem o drible como ponto forte mas precisa de alguém para poder trabalhar junto com ele pela esquerda, ai surge o Jorge ou Jean Mota indo per fora para fazer a tabela e abrir o caminho até o gol.
Gosto de ver que o Eduardo Sasha volta a ter oportunidades na equipe, pois já mostrou que pode ajudar muito a equipe, mas sinto falta de espaço para o Arthur Gomes e o Copete. Se tem algo que este estilo de jogo propícia é revezamento dos jogadores por questões físicas e isso eu acho favorável, dar espaço a todos de mostrarem a que vieram, colocar dúvida na cabeça do treinador, afinal o Brasileiro tem 38 rodadas, Santos precisa contratar meio-atacante e o tal centro-avante que a torcida tanto espera, uma pena este limite de jogadores estrangeiros por partida, não fosse isso acredito que o Bryan Ruiz teria alguns minutos para mostrar se aguenta ou não essa intensidade de jogo e o que somaria para a equipe.
Santos x Atlético Goianiense
O Santos poderia ter feito uma partida segura defensivamente, justamente pelo placar que o Atlético fez na partida anterior, mas algumas vezes vimos a desorganização na linha defensiva nos momentos em que o Everson precisou trabalhar, goleiro este que concordo merecer o revezamento, não só ele, mas algo que deveria acontecer em todos os times, como é comum na Europa. Por acreditar que esta posição é muito ingrata não vejo com maus olhos o revezamento, mas para isso é preciso muita frieza para analisar as partidas de ambos os goleiros e não prejudicar nenhum deles. Diego Pituca foi escalado na lateral esquerda pela sua técnica e agilidade para acompanhar o ponta adversário mas sem ele no meio de campo o time sente um desequilíbrio na organização das jogadas e saída de bola, o que pode ocasionar um revezamento com o Jorge durante a partida contra o Vasco. Jean Mota mostrou mais uma vez que sua principal qualidade é visão de jogo e passe, claro que com liberdade chegando próximo ao gol ele guardará alguns. Ainda insisto que o Soteldo precisa jogar de meia-atacante, pelo dinamismo que ele proporciona ao time, que seria muito mais útil na área de criação, quebrando barreiras no meio de campo quando enfrenta um time fechado, pois no ataque com os cruzamentos que ele faz é nítido que serão muitas bolas perdidas por não ter um centro-avante, vendo isso ele optou no lance do terceiro gol em passar a bola por dentro, o que foi o correto naquela jogada em que não tinha mais campo ao fundo, então mesmo que permaneça de ponta, lhe é necessário o discernimento de qual jogada é melhor. Mas o que a torcida Santista espera é justamente o que vem acontecendo, na falta de um centro-avante acontece a movimentação dos meios-campistas e atacantes, todos se aproximando do gol para arremate, movimentação que faz com o que time se torne cada vez menos previsível. Derlis é o que precisa se movimentar mais para buscar a bola, dar variação de jogadas ao time. Sanches funciona desta forma, do centro indo para ponta, de encontro ao Victor Ferraz para as tabelas que culminam nos cruzamentos e passes de frente a área.
Santos desta vez, diferente do que o torcedor está acostumado a ver, superou a questão de sair jogando perdendo no agregado e conseguiu superar o adversário, que defensivamente é frágil mas ofensivamente passou perto de dificultar a classificação do Peixe.
SanFanáticos
Que partida fez o nosso peixe na última segunda-feira contra o Corinthians, partida que inibiu o rápido ataque do adversário pelo empenho e ímpeto. Partida esta que também me entusiasmou a iniciar este blog.
Alguns torcedores lamentam apenas a ausência do Rodrygo no primeiro tempo, pois já entendemos que o drible o Soteldo tem, mas lhe falta a técnica ou ousadia para finalizar, eu o vejo como meia atacante, mais próximo dos volantes, pois daria mais dinâmica ao meio de campo. Vendo o Diego Pituca pela esquerda o torcedor deve imaginar a variedade de jogo que o Santos terá no Brasileiro, quando quiser liberar Jorge ou Felipe Jonatan ao ataque, pois para mim o Pituca é o jogador mais completo que o Santos tem, lhe falta apenas mais frieza quando estiver de frente ao gol, pois na maioria das vezes arrisca chutes colocados, lhe falta o cacoete de atacante para chutar com o peito do pé e mais treinos de passes com o pé direito. Derlis Gonzalez que esbanjou técnica no começo do campeonato se movimentou pouco neste jogo em que estava difícil de receber a bola próximo da área. Cueva já demonstrou que tem muita técnica, ontem rendeu mais do que no primeiro jogo, se movimentou mais, arriscou mais, assim como o restante do time, se entregou mais.
Uma partida em que sentimos falta do tal centroavante, pois é, Ricardo Oliveira pela história e número no Santos merecia ao final de 2017 um contrato de mais 3 anos para aposentar pelo Santos, uma pena que o presidente anterior acreditou que seria prejudicial ao clube um contrato de 2 anos com o atacante. Mas bola pra frente, que a safra que vem por ai é boa e neste Brasileiro os meninos da vila terão espaço para mostrar a que vieram.
Assim como toda a torcida, estou ansioso para ver do que este time é capaz no Campeonato Brasileiro, o quão intensos serão estes jogos e certamente haverá espaço para todos, que é o ideal em um clube que revela tantos talentos. Se por um lado não se classificou neste jogo, por outro o Santos deixou a torcida ainda mais esperançosa para Quinta-feira e para a continuidade da temporada.
